A solução definitiva para o saneamento básico no Complexo da Maré passa por soluções integradas, de esgotamento sanitário, abastecimento de água, drenagem e coleta de lixo.
A avaliação é do coordenador da organização social Redes da Maré Maurício Dutra, que também defende a transparência e participação da comunidade nas obras.
“Qualquer projeto de saneamento precisa considerar o crescimento populacional, as características urbanas da região, os impactos de chuvas intensas, que, frequentemente, provocam alagamento e mistura de água pluvial e esgoto”, afirma Dutra.
Ele é coordenador do Eixo Direitos Urbanos e Socioambientais da Redes e morador da Nova Holanda, uma das 16 favelas que compõem o Complexo da Maré.Nas contas da organização que atua na comunidade desde a década de 1980, cerca de 200 mil moradores sofrem com saneamento precário. Oriunda de ocupações e palafitas às margens da Baía de Guanabara, a Maré cresceu sem infraestrutura urbana, reflexo de “um histórico de desigualdade na urbanização da cidade”, avalia Maurício Dutra.
