OON Seguradora migra para modelo B2B e lança plataforma MGA para parceiros

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A seguradora encerra a operação direta ao consumidor e agenda reunião com a FECASP em 16 de julho como marco inicial da aproximação com representantes de seguros e associações de proteção patrimonial.

A OON Seguradora anunciou a migração integral de seu posicionamento de mercado. Os recursos da companhia passam a se concentrar em uma plataforma B2B no modelo MGA (Managing General Agent). A decisão parte de uma leitura interna: o canal de distribuição virou o principal diferencial competitivo no setor segurador brasileiro, não mais o produto em si, em um momento em que a cadeia de valor do setor se reorganiza em torno de infraestrutura tecnológica compartilhada.

MGA (Managing General Agent): modelo de negócio em que uma seguradora disponibiliza sua estrutura operacional, tecnológica e regulatória para que parceiros operem a distribuição/comercialização com alçadas delegadas, sob supervisão e responsabilidade da OON.

O modelo já é consolidado em mercados como Estados Unidos e Reino Unido. Para a OON Seguradora, a estratégia é oferecer essa infraestrutura a representantes de seguros e empresas do setor que querem atuar como agentes gerais, sem montar estrutura própria de compliance regulatório.

A reunião agendada com a FECASP (Federação Estadual e Conselho das Associações de Proteção Patrimonial do Estado de São Paulo) para 16 de julho representa o primeiro marco público dessa transição. O encontro sinaliza o início de uma aproximação da OON Seguradora com o ecossistema de associações de proteção patrimonial, segmento que movimenta volume expressivo no mercado paulista e opera com um modelo de distribuição pulverizado.

“A plataforma MGA representa nossa aposta em um modelo de crescimento escalável, no qual parceiros do setor podem operar com autonomia enquanto utilizamos nossa infraestrutura como base comum”, afirma Filipe Aladim, Head Corporate Sales.

O movimento acompanha uma tendência mais ampla de plataformização no setor, com seguradoras tradicionais e insurtechs disputando a posição de provedoras de infraestrutura para terceiros. A lógica econômica é a escalabilidade. Em vez de brigar por cliente final em um mercado fragmentado, a OON aposta em capturar receita recorrente através de parceiros que rodam sobre sua plataforma.

A mudança redireciona capital: menos investimento em marketing direto ao consumidor, mais em tecnologia e relacionamento institucional. A OON Seguradora não divulgou projeções financeiras para a nova operação. O movimento, ainda assim, aponta para margens mais previsíveis e um custo de aquisição menor por apólice emitida via rede de parceiros.

O mercado segurador brasileiro vem em expansão consistente: os prêmios ultrapassaram R$207,6 bilhões em 2024, segundo a Susep. Com esse volume, os canais de distribuição eficientes passam a pesar mais na estratégia das seguradoras, e modelos como o MGA tendem a chamar atenção de investidores interessados em crescimento.

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