Dra. Sarina Occhipinti destaca que o maior desafio da medicina vai além do conhecimento adquirido na faculdade

Data:

Compartilhar:

Especialista em Medicina Neurocomportamental defende que a adesão do paciente ao tratamento é um dos fatores mais importantes para o sucesso clínico

Anos de faculdade, residência médica, especializações e cursos de atualização são fundamentais para a formação de um bom profissional de saúde. No entanto, para a Dra. Sarina Occhipinti, existe um desafio que muitas vezes recebe menos atenção durante a formação médica: garantir que o paciente siga corretamente o tratamento proposto.

Foi justamente essa reflexão que motivou a especialista a aprofundar seus estudos há mais de 15 anos. Segundo ela, grande parte dos resultados clínicos depende diretamente do comportamento do paciente diante das orientações recebidas.

“De nada adianta o médico ter um conhecimento extraordinário se o paciente não consegue colocar em prática aquilo que foi orientado. O sucesso do tratamento passa necessariamente pela adesão do paciente”, afirma Dra. Sarina Occhipinti.

Em busca de respostas para essa questão, a médica se especializou em Medicina Neurocomportamental, área que integra conhecimentos da terapia analítico-fenomenológica-existencial, sociologia, filosofia, psicologia e semiótica médica para compreender como as pessoas tomam decisões relacionadas à própria saúde.

De acordo com a especialista, a proposta não é convencer ou persuadir pacientes de forma temporária, mas promover mudanças profundas e duradouras.

“Não trabalhamos com técnicas de convencimento que geram apenas um resultado momentâneo. O foco é provocar uma transformação genuína na forma de pensar, fortalecendo a autorresponsabilidade, a consciência e a autoestima do paciente”, explica.

A Medicina Neurocomportamental busca compreender os fatores emocionais, cognitivos e comportamentais que influenciam diretamente o comprometimento com tratamentos, mudanças de hábitos e cuidados preventivos.

Na prática, essa abordagem permite que todo o conhecimento técnico do médico seja potencializado, transformando prescrições e orientações em resultados concretos e sustentáveis.

“Quando conseguimos modificar padrões comportamentais e estimular uma participação mais ativa do paciente, criamos condições para que o tratamento alcance sua máxima efetividade. Esse é um dos grandes desafios da medicina moderna”, conclui Dra. Sarina Occhipinti.

Com uma trajetória consolidada na área, a especialista vem defendendo uma visão mais ampla da prática médica, na qual ciência, comportamento humano e relacionamento médico-paciente caminham juntos para promover melhores resultados em saúde.

━ relacionadas

Festival Mundial de Publicidade de Gramado celebra 50 anos e anuncia 25ª edição

Sob a liderança da CEO Andressa Martins, encontro retorna a Gramado, de 16 a 18 de setembro, com o conceito "A Era da Relevância" para discutir como criatividade, cultura, creators e inteligência artificial transformam atenção em valor para marcas e negócios.

Imóvel como fonte de capital: indústrias usam galpões e plantas para financiar crescimento

Empresas de médio porte descobrem que o galpão parado no balanço vale mais como garantia do que como patrimônio ocioso. O crédito com garantia real sempre existiu para as grandes companhias; o movimento novo é a chegada dele ao médio porte, com taxas que chegam a uma fração do capital de giro tradicional.

INOAR apresenta Sleep Therapy™ e inaugura uma nova categoria de Beauty Wellness no Brasil

Com exclusiva Tecnologia Night Ritual™, Sleep Blend™ e Neurofragrâncias, a INOAR une ciência, inovação e beleza para transformar o ritual noturno em uma experiência completa de bem-estar.

Destak cria agente próprio de IA e reduz em até 58% custos comerciais

Tecnologia criada a partir da experiência em mais de 300 clínicas automatiza a jornada do paciente e inaugura uma nova fase da gestão médica.

Como José Roberto Marques democratizou o desenvolvimento

Com 130 mil ingressos destinados a imersões e R$60 milhões investidos, a operação de José Roberto Marques entrou num setor de alto ticket com uma tese diferente: desenvolvimento humano como política de acesso, não como privilégio.