Sandra Campos chama atenção para desafios do policiamento em Mongaguá (SP)

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Ativista relata preocupação com a estrutura policial da cidade e defende planejamento e melhores condições para os agentes de segurança

A estrutura do policiamento ostensivo em Mongaguá, no litoral de São Paulo, foi tema de uma análise feita por Sandra Campos após ela acompanhar um episódio do podcast “A Trilha”. A autora chama atenção para as condições de trabalho dos policiais militares e para os desafios enfrentados pelo município, especialmente em períodos de maior movimento.

Mongaguá possui cerca de 62 mil habitantes, segundo estimativas mencionadas no texto de Sandra, mas recebe um número significativamente maior de pessoas durante feriados e períodos de alta temporada. Na avaliação da ativista, esse aumento da população flutuante amplia a demanda por serviços públicos e exige uma estrutura de segurança compatível com a realidade do município.


Entre os pontos destacados por Sandra está a quantidade de viaturas disponíveis para o atendimento das ocorrências. Segundo as informações apresentadas por ela a partir do conteúdo do podcast, duas viaturas seriam destinadas ao atendimento dos chamados do 190 e ao patrulhamento da cidade, além de uma viatura de supervisão. A autora também menciona veículos e motocicletas que, de acordo com o relato apresentado, teriam utilização limitada ou dependeriam de escalas específicas para circular.

Sandra também questiona a distribuição do efetivo policial. Em seu texto, afirma que a cidade teria 58 policiais, dos quais parte estaria destinada a funções administrativas ou outras atividades. Na avaliação dela, uma ocorrência de maior gravidade que exigisse a permanência de uma equipe no local, simultaneamente a outro atendimento que demandasse uma segunda viatura, poderia comprometer significativamente a capacidade de patrulhamento naquele momento.


Para a ativista, porém, a discussão não deve ser direcionada individualmente aos policiais que atuam nas ruas. Ela defende que os profissionais da linha de frente precisam contar com melhores condições de trabalho, veículos adequados e estrutura compatível com as responsabilidades assumidas diariamente.

Outro ponto levantado por Sandra envolve a saúde dos agentes de segurança. Ela cita, em seu relato, informações sobre pedidos de desligamento, afastamentos por questões relacionadas à saúde mental e situações de sofrimento psicológico entre policiais. Como essas informações foram apresentadas pela autora a partir do conteúdo que motivou sua análise, os números e dados mencionados não são apresentados como levantamento independente do jornal.

A preocupação com a saúde mental dos profissionais também tem um significado pessoal para Sandra. Ela perdeu o filho, aos 24 anos, vítima de suicídio, experiência que, segundo conta, transformou sua trajetória e a levou a atuar em iniciativas de acolhimento e prevenção.

Hoje, por meio do projeto “Não te julgo, te ajudo!”, Sandra busca oferecer escuta e acolhimento a pessoas que enfrentam momentos de sofrimento emocional. Ao abordar a realidade dos policiais, ela afirma que a discussão sobre segurança pública também precisa considerar quem está diariamente nas ruas e as condições oferecidas a esses profissionais.

“Não adianta abrir concursos se o Estado continua descartando e moendo os profissionais experientes. A Polícia Militar de São Paulo precisa de planejamento urgente e de humanidade para quem coloca a própria vida na reta”, afirma Sandra.

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